Lucas Peralles, trabalhando como nutricionista esportivo especializado em recomposição corporal, ouve com frequência uma versão da mesma frase: “Eu sei o que preciso fazer, mas minha rotina não deixa.” A recomposição corporal, sendo um processo de perder gordura e ganhar massa muscular simultaneamente, é frequentemente apresentada como algo que exige condições ideais: tempo abundante, cozinha organizada, ausência de estresse. Nada mais distante da realidade de quem de fato consegue resultados. O ponto de partida é abandonar a ideia de que recomposição é um projeto para quando as condições estiverem perfeitas. Ela é um processo que acontece dentro da vida que você já tem, ou não acontece.
Com este artigo, buscamos mostrar como a recomposição corporal funciona na prática, quais são os obstáculos reais do cotidiano contemporâneo e o que é possível fazer, de verdade, para avançar sem precisar pausar a vida. Leia a seguir para saber mais!
O que é recomposição corporal e por que ela é diferente de emagrecer?
Emagrecer, no sentido mais simples, significa reduzir o número na balança, o que pode incluir perda de músculo, osso e água, além de gordura. No entanto, como alude Lucas Peralles, a recomposição corporal é diferente, visto que o objetivo é alterar a proporção entre massa magra e massa gorda, mantendo ou aumentando o músculo enquanto se reduz o percentual de gordura.
Isso exige um equilíbrio mais refinado entre consumo calórico, ingestão proteica e estímulo de treino. O resultado pode não aparecer imediatamente na balança, mas aparece no espelho, no desempenho físico e nos exames. O erro mais comum é usar a balança como único indicador de progresso.
Como a rotina contemporânea sabota a recomposição corporal?
O padrão alimentar contemporâneo apresenta características que conflitam diretamente com os requisitos da recomposição: refeições rápidas ou puladas, alto consumo de ultraprocessados, comer em frente a telas, o que reduz a percepção de saciedade, privação de sono e estresse crônico.

Pesquisas mostram que mesmo pessoas fisicamente ativas podem manter hábitos alimentares inadequados, como o consumo elevado de bebidas adoçadas, alta frequência de doces e refeições sem estrutura. A prática de exercícios não neutraliza automaticamente uma alimentação desordenada, os dois pilares precisam funcionar juntos.
O estresse crônico merece atenção especial nesse contexto, informa Lucas Peralles, em razão de que o cortisol elevado de forma contínua aumenta o apetite por alimentos calóricos, dificulta a perda de gordura, especialmente abdominal, e prejudica a recuperação muscular. Gerenciar o estresse não é um detalhe da estratégia de recomposição: é parte central dela.
O que precisa mudar na prática e o que não precisa?
A boa notícia é que a recomposição corporal não exige perfeição alimentar, exige consistência estruturada. Alguns hábitos têm impacto desproporcional sobre o resultado: manter ingestão proteica adequada ao longo do dia (entre 1,6 e 2,2 g/kg), distribuir as refeições de forma que sustente o treino e a recuperação, priorizar sono de qualidade e gerenciar o estresse de forma ativa. O que não precisa mudar: abrir mão de toda vida social, eliminar grupos alimentares inteiros ou treinar duas vezes por dia. Essas estratégias extremas raramente se sustentam além de algumas semanas.
O referência em nutrição esportiva no Tatuapé, Lucas Peralles, apresenta que se deve fazer os planos alimentares considerando dias de treino e dias de descanso de forma diferenciada. Nos dias de treino, o aporte calórico e de carboidratos é maior para favorecer performance e recuperação, nos dias sem treino, o ajuste é diferente, mas a qualidade nutricional se mantém. Essa variação torna o plano mais eficiente e, ao mesmo tempo, mais sustentável.
Recomposição é processo, não projeto
O maior erro de quem busca recomposição corporal é tratar o processo como um projeto com data de início e fim. Resultados reais, como a perda de gordura, o ganho muscular, melhora de energia e desempenho, acontecem ao longo do tempo, com consistência, e não de forma linear. Haverá semanas de estagnação, compromissos sociais que alteram a rotina e dias em que o plano não vai funcionar como o esperado. Isso não é falha, é normalidade.
O Método LP parte exatamente desse princípio, explica Lucas Peralles, construir uma estratégia que caiba na vida real do paciente, que seja sustentável a longo prazo e que produza resultados sem exigir que a pessoa abra mão de quem ela é. Recomposição corporal é possível, mas exige processo, acompanhamento e paciência com o próprio tempo. A sua evolução começa aqui: https://www.clinicakiseki.com.br/.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez