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Jornal Ônibus > Blog > Notícias > Recomposição corporal na vida real: Como perder gordura e ganhar músculo sem abrir mão da rotina que você tem
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Recomposição corporal na vida real: Como perder gordura e ganhar músculo sem abrir mão da rotina que você tem

Diego Velázquez
By Diego Velázquez Publicado em maio 12, 2026
Lucas Peralles
Lucas Peralles

Lucas Peralles, trabalhando como nutricionista esportivo especializado em recomposição corporal, ouve com frequência uma versão da mesma frase: “Eu sei o que preciso fazer, mas minha rotina não deixa.” A recomposição corporal, sendo um processo de perder gordura e ganhar massa muscular simultaneamente, é frequentemente apresentada como algo que exige condições ideais: tempo abundante, cozinha organizada, ausência de estresse. Nada mais distante da realidade de quem de fato consegue resultados. O ponto de partida é abandonar a ideia de que recomposição é um projeto para quando as condições estiverem perfeitas. Ela é um processo que acontece dentro da vida que você já tem, ou não acontece.

Com este artigo, buscamos mostrar como a recomposição corporal funciona na prática, quais são os obstáculos reais do cotidiano contemporâneo e o que é possível fazer, de verdade, para avançar sem precisar pausar a vida. Leia a seguir para saber mais!

O que é recomposição corporal e por que ela é diferente de emagrecer?

Emagrecer, no sentido mais simples, significa reduzir o número na balança, o que pode incluir perda de músculo, osso e água, além de gordura. No entanto, como alude Lucas Peralles, a recomposição corporal é diferente, visto que o objetivo é alterar a proporção entre massa magra e massa gorda, mantendo ou aumentando o músculo enquanto se reduz o percentual de gordura. 

Isso exige um equilíbrio mais refinado entre consumo calórico, ingestão proteica e estímulo de treino. O resultado pode não aparecer imediatamente na balança, mas aparece no espelho, no desempenho físico e nos exames. O erro mais comum é usar a balança como único indicador de progresso.

Como a rotina contemporânea sabota a recomposição corporal?

O padrão alimentar contemporâneo apresenta características que conflitam diretamente com os requisitos da recomposição: refeições rápidas ou puladas, alto consumo de ultraprocessados, comer em frente a telas, o que reduz a percepção de saciedade, privação de sono e estresse crônico. 

Lucas Peralles
Lucas Peralles

Pesquisas mostram que mesmo pessoas fisicamente ativas podem manter hábitos alimentares inadequados, como o consumo elevado de bebidas adoçadas, alta frequência de doces e refeições sem estrutura. A prática de exercícios não neutraliza automaticamente uma alimentação desordenada, os dois pilares precisam funcionar juntos.

O estresse crônico merece atenção especial nesse contexto, informa Lucas Peralles, em razão de que o cortisol elevado de forma contínua aumenta o apetite por alimentos calóricos, dificulta a perda de gordura, especialmente abdominal, e prejudica a recuperação muscular. Gerenciar o estresse não é um detalhe da estratégia de recomposição: é parte central dela.

O que precisa mudar na prática e o que não precisa?

A boa notícia é que a recomposição corporal não exige perfeição alimentar, exige consistência estruturada. Alguns hábitos têm impacto desproporcional sobre o resultado: manter ingestão proteica adequada ao longo do dia (entre 1,6 e 2,2 g/kg), distribuir as refeições de forma que sustente o treino e a recuperação, priorizar sono de qualidade e gerenciar o estresse de forma ativa. O que não precisa mudar: abrir mão de toda vida social, eliminar grupos alimentares inteiros ou treinar duas vezes por dia. Essas estratégias extremas raramente se sustentam além de algumas semanas.

O referência em nutrição esportiva no Tatuapé, Lucas Peralles, apresenta que se deve fazer os planos alimentares considerando dias de treino e dias de descanso de forma diferenciada. Nos dias de treino, o aporte calórico e de carboidratos é maior para favorecer performance e recuperação, nos dias sem treino, o ajuste é diferente, mas a qualidade nutricional se mantém. Essa variação torna o plano mais eficiente e, ao mesmo tempo, mais sustentável.

Recomposição é processo, não projeto

O maior erro de quem busca recomposição corporal é tratar o processo como um projeto com data de início e fim. Resultados reais, como a perda de gordura, o ganho muscular, melhora de energia e desempenho, acontecem ao longo do tempo, com consistência, e não de forma linear. Haverá semanas de estagnação, compromissos sociais que alteram a rotina e dias em que o plano não vai funcionar como o esperado. Isso não é falha, é normalidade. 

O Método LP parte exatamente desse princípio, explica Lucas Peralles, construir uma estratégia que caiba na vida real do paciente, que seja sustentável a longo prazo e que produza resultados sem exigir que a pessoa abra mão de quem ela é. Recomposição corporal é possível, mas exige processo, acompanhamento e paciência com o próprio tempo. A sua evolução começa aqui: https://www.clinicakiseki.com.br/. 

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

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